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terça-feira, 25 de julho de 2017
Me parece que o pensamento coletivo do dia pra hoje é: "NADA COM UM DIA APÓS O OUTRO". A gente, na nossa impaciência, vê permanência nas coisas efêmeras, vê insolução nas coisas que ainda não estão prontas, vê sofrimento nas soluções. A gente não sabe ser árvore, crescer milimetricamente, folha por folha, estender nossos galhos a contento rumo ao sol. Choramos buscando aguar nossas próprias raízes, sorrimos quando recebemos a rega toda em um único dia. Dia após dia é que a Vida revela seus planos. NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO.
domingo, 9 de abril de 2017
Engraçado, chega um ponto em que fica cada vez mais fácil ir enfiando informação na cabeça, quanto mais informação temos, mais fácil fica de absorver outras. Imagino só as grandes mentes se expandindo, tal qual o universo, em supernovas e big bangs. Nós somos o universo em expansão, o universo em contração. Nós somos a realidade, nós criamos a realidade. Todos os processos pelos quais passo são os processos do universo. Minha mente é um fractal da consciência universal, da grande consciência. Um circuito elétrico, yoctométrico, em uma grande placa-mãe. Ultra velocidade da luz, ultrapassando os limites mensuráveis do nosso próprio entendimento. Telepatia, teletransporte - o princípio é o mesmo. É necessário parar de pensar nessas idéias em termos de corpo físico, essa é nossa limitação auto-imposta, nosso desafio. Se torna cada vez mais fácil estar só, estar em paz, em harmonia. Os conflitos surgem da melodia tumultuada de energias destoantes, portanto é preciso ser música e saber compor qualquer melodia. É necessário estudar - estudar as formas da vida, estudar as nuvens, estudar minha escuridão, estudar meu corpo e outros corpos, estudar os livros escritos por bruxas e bruxos, estudar eu mesma. Toda informação que preciso está em mim.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
The Hands of Time
Dough of dust
The hands of Time
Carrying a jug of vital fluid
Pour life onto the estatic dirt
Forming a muddy mix on hold
Waiting for fermentation
For the hands of Time to
Knead the dough of existence
The hands of Time
Carrying a jug of vital fluid
Pour life onto the estatic dirt
Forming a muddy mix on hold
Waiting for fermentation
For the hands of Time to
Knead the dough of existence
From its fingertips
Time sprinkles spices and seasonings
Gently homogenizing the mixture
Squeezed between its fingers
Time sprinkles spices and seasonings
Gently homogenizing the mixture
Squeezed between its fingers
Time molds the muddy recipe
Shapes and decorates
Delicatly lying it on the formworks of Earth
The hands of Time carry unestinguishable fire
To burn the firewood of vivacity
Explosively pokes the eyes for awakening
Time cradles its offsprings
With the rough softness of a gardener´s palms
Trimming the flaws and fertilizing our roots
Seeding knowledge and ripening the fruits of labour
Time picks the sweetness till it oozes
Adds sweetness to the recipe
And when the timer rings announcing the completion
Time gently removes the tray and lets it cool into maturity
Serving to the world another one of its treats
To some, tastes delightful
To others, sickening
But we have all been served
By the hands of Time
Shapes and decorates
Delicatly lying it on the formworks of Earth
The hands of Time carry unestinguishable fire
To burn the firewood of vivacity
Explosively pokes the eyes for awakening
Time cradles its offsprings
With the rough softness of a gardener´s palms
Trimming the flaws and fertilizing our roots
Seeding knowledge and ripening the fruits of labour
Time picks the sweetness till it oozes
Adds sweetness to the recipe
And when the timer rings announcing the completion
Time gently removes the tray and lets it cool into maturity
Serving to the world another one of its treats
To some, tastes delightful
To others, sickening
But we have all been served
By the hands of Time
24/06/2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Eternamente Bruxas
Somos as bruxas
Há quem queira nos destruir
Há quem queira queimar nossos conhecimentos
Nossas ervas
Nosso corpo nu
Há quem queira afogar nosso poder
Quem profira agressões contra minha existência
Quem tema a força feminina
Podem nos queimar
Podem nos afogar
Podem nos torturar e abusar
Podem nos denegrir e agredir
Jamais estarão livres
A cada palha ateada em chamas
São incineradas as mentiras
A cada gota enxaguada
São lavadas as máscaras das intenções
A cada violência
Ódio do descontrole másculo histérico
Que com seus enorme falos são grandes infantes destronados
Algemados a seus troncos que mais lembram paus-de-arara
Escravos da irracionalidade desmensurada
Fraqueza expressa na brutalidade
Sinal dos mais covardes desamores
Desamor próprio, impotência emocional
Aguentam um soco, mas jamais um sopro de adeus ou de rejeição
Em nossa delicadeza
Ouvimos as folhas contarem segredos
Escutamos a flor que oferece cura
Os galhos fervidos são nossas espadas energéticas
As raízes nos revigoram com energia para o embate
Resistência
A árvore com seu caule antigo não se move
Não se curva
Não desvia
Apenas dança diante de tempestades
Incinerada, rebrota
Mesmo morta, sustenta
Nossas sementes são levadas pelos pássaros
Nosso pólen, pelas abelhas que produzem doce mel mas ferroam
Nossa água corre no rio que umedece mas também carrea detritos sem piedade
Ondas do mar que trazem e levam e também afogam
Sol que esquenta os corações umidos e resseca os corações definhados
Transforma em matéria quebradiça e leve o mais severo metal
Derrete a pouca resistência dos ferozes
Infla de amor e força os corações-couraça
Bravo jumentinho que atravessa o cangaço espinhoso dos caminhos dos homens
Na seca de afeto, avança sem sinais de água
Porém não deslocado
No ardor arenoso da desertificação viril
A florescência afeminada do mandacaru refresca
Mesmo em meio a fogueiras
A naufrágios infligidos pelos "bons"
O coração de uma mulher é feminino
Forte, feiticeiro, firme, fausto e fraterno
Fabuloso e fabiano(a)
E valente
Valente
Volta e volta
Terra sobre terra
Vida sobre vida
Amor sobre ódio
Magia sobre ignorância
Encanto sobre escarno
Resistência sobre desfalecimento
Renascimento sobre assassinato
Bruxaria sobre hipocrisia
As bruxas voltarão, sempre
As dores que em mim tenta infligir doem muito mais no agressor, sempre
Melhor cultivar a paz....
Há quem queira nos destruir
Há quem queira queimar nossos conhecimentos
Nossas ervas
Nosso corpo nu
Há quem queira afogar nosso poder
Quem profira agressões contra minha existência
Quem tema a força feminina
Podem nos queimar
Podem nos afogar
Podem nos torturar e abusar
Podem nos denegrir e agredir
Jamais estarão livres
A cada palha ateada em chamas
São incineradas as mentiras
A cada gota enxaguada
São lavadas as máscaras das intenções
A cada violência
Ódio do descontrole másculo histérico
Que com seus enorme falos são grandes infantes destronados
Algemados a seus troncos que mais lembram paus-de-arara
Escravos da irracionalidade desmensurada
Fraqueza expressa na brutalidade
Sinal dos mais covardes desamores
Desamor próprio, impotência emocional
Aguentam um soco, mas jamais um sopro de adeus ou de rejeição
Em nossa delicadeza
Ouvimos as folhas contarem segredos
Escutamos a flor que oferece cura
Os galhos fervidos são nossas espadas energéticas
As raízes nos revigoram com energia para o embate
Resistência
A árvore com seu caule antigo não se move
Não se curva
Não desvia
Apenas dança diante de tempestades
Incinerada, rebrota
Mesmo morta, sustenta
Nossas sementes são levadas pelos pássaros
Nosso pólen, pelas abelhas que produzem doce mel mas ferroam
Nossa água corre no rio que umedece mas também carrea detritos sem piedade
Ondas do mar que trazem e levam e também afogam
Sol que esquenta os corações umidos e resseca os corações definhados
Transforma em matéria quebradiça e leve o mais severo metal
Derrete a pouca resistência dos ferozes
Infla de amor e força os corações-couraçaBravo jumentinho que atravessa o cangaço espinhoso dos caminhos dos homens
Na seca de afeto, avança sem sinais de água
Porém não deslocado
No ardor arenoso da desertificação viril
A florescência afeminada do mandacaru refresca
Mesmo em meio a fogueiras
A naufrágios infligidos pelos "bons"
O coração de uma mulher é feminino
Forte, feiticeiro, firme, fausto e fraterno
Fabuloso e fabiano(a)
E valente
Valente
Volta e volta
Terra sobre terra
Vida sobre vida
Amor sobre ódio
Magia sobre ignorância
Encanto sobre escarno
Resistência sobre desfalecimento
Renascimento sobre assassinato
Bruxaria sobre hipocrisia
As bruxas voltarão, sempre
As dores que em mim tenta infligir doem muito mais no agressor, sempre
Melhor cultivar a paz....
terça-feira, 24 de maio de 2016
Ou
Sexo ou amor
Não importa
Ambos devem ser feitos
Com quem penetra seus olhos ao lhe penetrar
Com quem sem pressa
Conhece teu corpo e ainda assim
Não se contenta com a distância entre os corpos infundíveis
Não se contenta em não poder derreter em ti
Sendo o amor quente
Ou o sexo tenro
Sofrendo as dores do esquecimento
Ou da conexão interrompida pelo excesso de sinais e transmissões
Há sempre uma pitada de pontada
Há sempre uma lágrima em meio ao gozo
No meu rosto, as chamas combustórias
No seu, o gelo esculpido
Em nosso beijo, forma-se um rio
Logo se esvai entre os poros, pela superfície
Até o mar onde tudo reside
Não é mais meu ou seu
Muito menos nosso
Agora, parte do amor universal
Estuprado ou acariciado
Veja bem qual copulação fará
Pois será feita ao universo
Não ao meu corpo
Ou ao seu
Ou aos nossos
Amor ou sexo
Com mais conteúdo
Menos forma
Mais veracidade
Menos performance
Mais intimidade
Menos manipulação
Mais troca
Menos vantagem
Mais força
Menos esconderijos
Mais corpo
Menos genitália
Mais mente
Menos mentiras
Mais verdade
Menos vaidade
Sexo ou amor
É obrigatório escolher entre um ou outro?
Não é justo que as condições sejam excludentes
Não é satisfatório não poder conciliar
Uma pitada de um no outro, delícia
Receita para satisfação
Até então
Ou sexo ou amor
Ou prazer ou dor
Polaridades infinitas que me carream por montanhas-russas de emoções
Dualidades, por que não podem se encostar?
Sol e chuva se encontram
Lua e sol miram as faces um do outro
Amor e sexo
Encontros
Jamais o fogo toca a água por muito tempo
Jamais o amor não se consome a todo tempo
Jamais matéria e etéreo coexistem...
?
Não importa
Ambos devem ser feitos
Com quem penetra seus olhos ao lhe penetrar
Com quem sem pressa
Conhece teu corpo e ainda assim
Não se contenta com a distância entre os corpos infundíveis
Não se contenta em não poder derreter em ti
Sendo o amor quente
Ou o sexo tenro
Sofrendo as dores do esquecimento
Ou da conexão interrompida pelo excesso de sinais e transmissões
Há sempre uma pitada de pontada
Há sempre uma lágrima em meio ao gozo
No meu rosto, as chamas combustórias
No seu, o gelo esculpido
Em nosso beijo, forma-se um rio
Logo se esvai entre os poros, pela superfície
Até o mar onde tudo reside
Não é mais meu ou seu
Muito menos nosso
Agora, parte do amor universal
Estuprado ou acariciado
Veja bem qual copulação fará
Pois será feita ao universo
Não ao meu corpo
Ou ao seu
Ou aos nossos
Amor ou sexo
Com mais conteúdo
Menos forma
Mais veracidade
Menos performance
Mais intimidade
Menos manipulação
Mais troca
Menos vantagem
Mais força
Menos esconderijos
Mais corpo
Menos genitália
Mais mente
Menos mentiras
Mais verdade
Menos vaidade
Sexo ou amor
É obrigatório escolher entre um ou outro?
Não é justo que as condições sejam excludentes
Não é satisfatório não poder conciliar
Uma pitada de um no outro, delícia
Receita para satisfação
Até então
Ou sexo ou amor
Ou prazer ou dor
Polaridades infinitas que me carream por montanhas-russas de emoções
Dualidades, por que não podem se encostar?
Sol e chuva se encontram
Lua e sol miram as faces um do outro
Amor e sexo
Encontros
Jamais o fogo toca a água por muito tempo
Jamais o amor não se consome a todo tempo
Jamais matéria e etéreo coexistem...
?
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Transporte Eólico / Aquático
Caminhar
Deixar os ventos passarem por meus cabelos, agitando-os
Ficando pra trás
Como minhas palavras
Desde nova, as lições se apresentam de forma simples
Sozinha, posso estar certa
A resposta comum pode estar errada
Minhas palavras ao vento podem ser ouro aluvionar
Confundidas com cascalhos grosseiros
Aos olhos que miram da superfície
Superfície da água em movimento distorce tudo abaixo
Quem não ousa olhar por debaixo
Nada percebe além das turbulências
As ondas arrepiadas pela ventania
São epidermais
Cada grão soprado ao rio
Cingrando sem controle, porém rumando a destino definido pelas correntezas
Polido pelo beijo do ar
Abrandado pelos saculejos da água
Levado independente de sua vontade
Lavado pelo sopro empoeirado que cai em meus olhos
16/05/2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
O Canto da Cachoeira
Um fluxo branco e hora turvo
Como o yin e yang, dois peixes
Hora escura, mais branda
Hora alva e agitada
Como intermináveis explosões estelares
Água que segue vários caminhos
Fluxos turbidos, correnteza quase sonolenta
Como o yin e yang, dois peixes
Hora escura, mais branda
Hora alva e agitada
Como intermináveis explosões estelares
Água que segue vários caminhos
Fluxos turbidos, correnteza quase sonolenta
terça-feira, 3 de maio de 2016
Minha raiva é meu combustível para ir além, não para praticar o mau, como fazem os fracos. Me passe uma rasteira, é motivo pra eu pular mais alto. Me puxe pra trás, é motivo pra eu resistir com mais força. Me cale, o meu olhar é impiedoso, você não pode calar a sua própria consciência. Tente me enganar, eu fico calada, olhando você cavar seu próprio túmulo e cair na sua própria armadilha enquanto nem me movo, no corpo ou no sentimento. Minha raiva me ensina a investir toda minha energia em mim mesma, a usar toda a minha força para me alavancar ao topo da mais alta montanha.Ao invés de usar minhas mãos pra agredir, bato elas contra o vento para alçar voo, para agarrar-me às pedras lançadas e escalá-las. Enquanto pensa que está me jogando pra escanteio, está me isolando para que eu possa melhor visualizar-me e sentir-me, sem influências e histerias externas por carência de atenção. Só meus olhos me veem, só meus olhos veem o que eu vejo... Tente me afogar em lágrimas - sou peixe, a água é meu habitat e enquanto deslizo, você se debate. Tente tirar tudo de mim e me enfraquecer - só me livra dos pesos que me atrasam. Pode me agredir, pode me odiar, pode tentar me isolar às trevas... é lá mesmo que meu brilho é mais intenso. Os fracos se escondem atrás de sorrisos assustados, esperando comprar paz com medo. Pois eu me fortaleço na verdade, encontro a pureza em meio aos escombros, me nutro exatamente daquilo que te enfraquece - a sinceridade. E assim vou me distanciando, vou indo mais longe, chegando aonde você jamais chegará pois está com as mãos ocupadas tentando derrubar os outros ao invés de subir...
05/04/2016
05/04/2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Muito Mais (Escuridão)
Muito mais fácil separar as pessoas em balaios do que entender a complexidade do ser humano, o porquê das coisas, das ações, das palavras...
muito mais fácil é pegar um ponto isolado, estático e congelado e chamá-lo de ponto sem observar sua trajetória... muito mais fácil excluir do que explicar.... muito mais fácil me ofender do que fazer uma auto-análise... muito mais fácil olhar pra aquilo que me dói e não aceitar que nada seja dito a respeito, que todos sejam obrigados a se calar para não me doer, ou para que eu não tenha que explicar a minha dor... muito mais fácil acusar desconhecidos, apontar dedos quebrados, proferir palavras que magoam para que eu não seja magoada, taxar de tiranos e bandidos do que salvar uma alma perdida com compaixão...
muito mais fácil é pegar um ponto isolado, estático e congelado e chamá-lo de ponto sem observar sua trajetória... muito mais fácil excluir do que explicar.... muito mais fácil me ofender do que fazer uma auto-análise... muito mais fácil olhar pra aquilo que me dói e não aceitar que nada seja dito a respeito, que todos sejam obrigados a se calar para não me doer, ou para que eu não tenha que explicar a minha dor... muito mais fácil acusar desconhecidos, apontar dedos quebrados, proferir palavras que magoam para que eu não seja magoada, taxar de tiranos e bandidos do que salvar uma alma perdida com compaixão...
muito mais fácil escolher aquilo que não me dá trabalho do que realizar um trabalho de verdadeira caridade espiritual... muito mais fácil esquecer os meus erros e estagnar a minha evolução enquanto condeno a evolução alheia e os caminhos que necessitam percorrer... muito mais fácil fazer o que esperam de mim e projetar uma imagem que corresponda às expectativas externas daqueles a quem quero agradar do que ser verdadeira, aceitar minhas limitações e olhar para o meu amigo e o meu inimigo com a mesma complacência e severidade para que eu seja amada por aqueles que eu amo e ignorar aqueles que odeio...
terça-feira, 5 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Amor na Era Digital
Era digital
Adoramos pessoas de longe
Detestamos contatos íntimos
Imediatismo nas relações
Nosso sexo é sozinho
Sem intimidade despismos nossos corpos com timidez
Assim como num drive-thru
Consumimos rapidamente para não sairmos de nós mesmos
Engolimos o ato do amor sem mastigar
Descartamos corpos que não agradaram nosso paladar insosso
Gozar, podemos a sós
Num sexo virtual que na verdade é como assistir a um filme pornô
Encostamos os corpos frígidos
Nunca a alma
E por isso o amor é feito sem graça
Sem vontade
Sem calor
27/12/2015
Adoramos pessoas de longe
Detestamos contatos íntimos
Imediatismo nas relações
Nosso sexo é sozinho
Sem intimidade despismos nossos corpos com timidez
Assim como num drive-thru
Consumimos rapidamente para não sairmos de nós mesmos
Engolimos o ato do amor sem mastigar
Descartamos corpos que não agradaram nosso paladar insosso
Gozar, podemos a sós
Num sexo virtual que na verdade é como assistir a um filme pornô
Encostamos os corpos frígidos
Nunca a alma
E por isso o amor é feito sem graça
Sem vontade
Sem calor
27/12/2015
Foto: Fabi de Souza
Modelos: Fabi de Souza e Danilo Xavier
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Pedras no Caminho
De que se trata
Tanta insistência
No que a distância
Já separou
Sua história não é a minha
Já se cruzaram
Agora é só conexão
Aprendizado infindo
Não são reais
As suas crenças
Suas ilusões
São fantasia
Libertação não é uma sina
É conquista batalhada
Se no caminho há pedras
Elas podem ser apreciadas
Podem ser degraus firmes
Que calcamos em nossas caminhadas
Podem ser a paisagem contrastando com o sol
Podem ser o amor, minha origem, minha mãe
Podem ser o que sou
Posso ser o que são
Posso amar, tudo, então...
16/09/2015
Tanta insistência
No que a distância
Já separou
Sua história não é a minha
Já se cruzaram
Agora é só conexão
Aprendizado infindo
Não são reais
As suas crenças
Suas ilusões
São fantasia
Libertação não é uma sina
É conquista batalhada
Se no caminho há pedras
Elas podem ser apreciadas
Podem ser degraus firmes
Que calcamos em nossas caminhadas
Podem ser a paisagem contrastando com o sol
Podem ser o amor, minha origem, minha mãe
Podem ser o que sou
Posso ser o que são
Posso amar, tudo, então...
16/09/2015
Foto: Diogo Alves Xavier
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Baile
O vento sopra forte
Vontade de desnudar-me e senti-lo em minha pele
Hoje, as estrelas tem formato de pássaros
Pássaros de Athos Bulcão
Voando ao alto
Rumo ao infinito, à imensidão
Tão brilhantes, todas elas
Será meu olhar que está mais nítido?
Que espetáculo
As árvores bailando livres contra o céu
É a dança cósmica
E eu nua, natural
Sentindo o movimento do vácuo
A intensidade das estrelas
A veracidade
Minha gata preta, veludinha
Um leve temor de um predador
No caso, gente
Mas as árvores dançam
As árvores cantam
E o vento balança os coqueiros
Que moram no cerrado de Palmas
As constelações já são minhas amigas
E a cabeleira das árvores agita
Yin e yang se embolam
Uma estrela cadente me recorda que estou no bailado cósmico
16/08/2015
Vontade de desnudar-me e senti-lo em minha pele
Hoje, as estrelas tem formato de pássaros
Pássaros de Athos Bulcão
Voando ao alto
Rumo ao infinito, à imensidão
Tão brilhantes, todas elas
Será meu olhar que está mais nítido?
Que espetáculo
As árvores bailando livres contra o céu
É a dança cósmica
E eu nua, natural
Sentindo o movimento do vácuo
A intensidade das estrelas
A veracidade
Minha gata preta, veludinha
Um leve temor de um predador
No caso, gente
Mas as árvores dançam
As árvores cantam
E o vento balança os coqueiros
Que moram no cerrado de Palmas
As constelações já são minhas amigas
E a cabeleira das árvores agita
Yin e yang se embolam
Uma estrela cadente me recorda que estou no bailado cósmico
16/08/2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Galhas-flora
Durante a ardida seca,
Uma libélula pousou em meu jardim
Entre os galhos desfolhados
Assumiu seu trono
Camuflada
Uma libélula pousou em meu jardim
Entre os galhos desfolhados
Assumiu seu trono
Camuflada
O corpo, com a árvore
As asas, com o céu
Serena, paisajosa
E a brisa, suave e morna
Que encosta em mim, encosta em você
Mensageira do reino da fantasia
Do etéreo, do utópico
Do limbo da memória entre os planos

Os frutos secos, ainda ornamentando a árvore
Tão bela, mesmo com poucos pingos esverdeados
Linhas finas traçadas delicadamente no céu
Sua aura azul, todos os dias, me ensina a viver
Quanto cantam
Imitam o rio
São melodias das cachoeiras
Companheiras para todos os momentos
Musas minhas, almejo em alguma vida sê-las
Ou apenas assimilar-me de alguma maneira
Quase ao anoitecer, a siriema dá suas últimas risadas
Contente, filha do cerrado que ornamenta planos e curvas
Cerrado machucado
Delicado
Mas repleto de guerreiras e guerreiros retorcidos
Dançando sob a lua alva em movimentos livres
Galhos de curvas orgânicas onde posso me deitar
Fica óbvio meu pertencimento a este lugar
Eu, a ata e a libélula
Três forças femininas
Sob a luz de Diana
As quatro, silenciosas
Quietas
Sutis
A não ser pelas pequenas brisas que nos alteram
Nos impelem,
Com minha panterinha negra somos cinco
Alvas nuvens no céu, seis
Sete infinitudes de estrelas logo acima
Explosões estelares discretas e ricas
Como gotas de orvalho no ocaso
Meus seios nus são suas galhas
Meu corpo, seu tronco
Minha mente, seu silêncio
27/07/2015
As asas, com o céu
Serena, paisajosa
E a brisa, suave e morna
Que encosta em mim, encosta em você
Mensageira do reino da fantasia
Do etéreo, do utópico
Do limbo da memória entre os planos

Os frutos secos, ainda ornamentando a árvore
Tão bela, mesmo com poucos pingos esverdeados
Linhas finas traçadas delicadamente no céu
Sua aura azul, todos os dias, me ensina a viver
É por isso que, nas árvores, os bichos pousam
É por isso que dali, cantos ecoam
É por isso que delas, nasce a inspiração
A expiração
A pulsação da vida
Abrigo, acalento
Frescor revigorante
Silêncio
Quanto cantam
Imitam o rio
São melodias das cachoeiras
Companheiras para todos os momentos
Musas minhas, almejo em alguma vida sê-las
Ou apenas assimilar-me de alguma maneira
Quase ao anoitecer, a siriema dá suas últimas risadas
Contente, filha do cerrado que ornamenta planos e curvas
Cerrado machucado
Delicado
Mas repleto de guerreiras e guerreiros retorcidos
Dançando sob a lua alva em movimentos livres
Galhos de curvas orgânicas onde posso me deitar
Fica óbvio meu pertencimento a este lugar
Eu, a ata e a libélula
Três forças femininas
Sob a luz de Diana
As quatro, silenciosas
Quietas
Sutis
A não ser pelas pequenas brisas que nos alteram
Nos impelem,
Com minha panterinha negra somos cinco
Alvas nuvens no céu, seis
Sete infinitudes de estrelas logo acima
Explosões estelares discretas e ricas
Como gotas de orvalho no ocaso
Meus seios nus são suas galhas
Meu corpo, seu tronco
Minha mente, seu silêncio
27/07/2015
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Water Poem
Everything is weird
Everything´s bizarre
What reality exists?
What´s reality after all?
Get bizarre
I hear the noises, they awe me
They befuddle me
Make me akward
Bells of hammering
Non-stop working
In the middle of the full moon night
Hammering and chiming,
Work is time passing
Awkward feelings
All´s sensations
Unclear sensations of the physical rhealm
Unstable phases of my consciousness
I must stop
All
Sensations
Find deeper oceans of a thicker mass of water
Darkness to enframe the glow of aquatic stars
Universe inside water
Outside
Flows of my mind
Still river
Still breaking rocks
Still wild and coarse
Carrying life
Carrying gems with glows of stars
Ride the river
Ride it wild
Then, let go, and let the river take is turn
Rocking me, bathing me, polishing my manners
What am I, crystal or sand?
I understand
A thing or two
Yet, in some days
Nothing makes sense
I take a chance
And I let go into that wild river
That sooner or later, will end up leading to the ocean
Maybe even encountering new ones at arrival
Making my way
To the vast and wild ocean.
15/01/2014
sexta-feira, 13 de março de 2015
Água no Mar
Nossas ilusões do que é o amar
Do que é o amor
Árvore que só cresce com o tempo
A chuva, o sol
Cada qual tem seu momento
Não é tormento esperar o amor
Agonia é ser podada antes do meu caule enrijecer-se
Ser morta em vida
Secar sob o sol incessante que contenho em meu coração

Porém, se abrando meu sol a brilho ameno
Parcialmente encoberto por ralas nuvens brancas
De amores já transeuntes
Me aqueço mornamente em meu próprio conforto
Não posso amar nada do lado de fora
Só a mim mesma, meus próprios encantos
Simplicidade
Amar meus enganos
Esses residem nos pensamentos
Não há natureza para me abrandar
Melodia das matas para diluir meu amor
Pertencer, não apenas admirar
Sou parte do amor que amo
Não o sinto, não é ele que me domina
Sou água nesse mar infindo
Sou o próprio, e ele se alimenta de mim
26/02/2015
Do que é o amor
Árvore que só cresce com o tempo
A chuva, o sol
Cada qual tem seu momento
Não é tormento esperar o amor
Agonia é ser podada antes do meu caule enrijecer-se
Ser morta em vida
Secar sob o sol incessante que contenho em meu coração

Porém, se abrando meu sol a brilho ameno
Parcialmente encoberto por ralas nuvens brancas
De amores já transeuntes
Me aqueço mornamente em meu próprio conforto
Não posso amar nada do lado de fora
Só a mim mesma, meus próprios encantos
Simplicidade
Amar meus enganos
Esses residem nos pensamentos
Não há natureza para me abrandar
Melodia das matas para diluir meu amor
Pertencer, não apenas admirar
Sou parte do amor que amo
Não o sinto, não é ele que me domina
Sou água nesse mar infindo
Sou o próprio, e ele se alimenta de mim
26/02/2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
O tempo é o mestre maior da vida... Só o tempo revela nossas ignóbeis suposições momentâneas da realidade, nossas ignorantes suposições da verdade. O tempo mostra o que o instante histérico atordoou, que na pressa da manifestação atrapalhou-se e explicou-se de forma embaralhada. De longe, de longe do tempo, o mosaico de momentos toma forma compreensível e até bela quando percebida a unicidade dos fatos. De perto, somos linhas tortuosas, que desviam sem aviso, que seguem rumos inexplicados e às vezes, somos rabiscos num vai-e-volta alucinante, sem respostas e sem silêncio, muito barulho sem palavras. O tempo molda os irregulares caminhos dos cânions secretos de sua passagem, caminhos esculpidos pelo agir, que nos levam às clareiras do ego assombrador. O amor, o amor... nem sempre pode ser compreendido. Além dos atos infames, é unicamente sentido. Sentido. E o tempo resgata amores perdidos. Mesmo que somente na nossa compreensão dos fatos, apaga as manchas emboloradas do desentendimento. Nunca se acaba, poesia escrita numa se apaga e minhas configurações estelares estão para sempre modificadas. Por um amor mais livre, livre de ego e de quereres, livre de querer entender o que não se explica, livre de necessidades ou ansiedades, livre para bater asas e voar e nunca, nunca se apagar. O tempo só deixa restar o amor...
sábado, 7 de março de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Deus Ra, Deus Sol, doador da vida, agitador de nossas moléculas inorgânicas tornando-as orgânicas, aquecedor do meu sangue, benfeitor indiscriminado, fonte do amor terrestre. Reflete sua majestade sobre o rio, espelho na terra, seiva cristalina doadora da vida, agitadora de nossas moléculas, alimentadora de meu sangue, benfeitora indiscriminada, fonte da existência terrestre.
15/02/2015
15/02/2015
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