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sábado, 11 de fevereiro de 2017

...A cada queda
Ressurjo de vez
A euforia da dor
Não dura o bastante
Para me dar certeza
De que ainda sinto
Eu corro
Por ruas e vãos
Por mares e matas
Mas não me encontro, meu destino...
Eu faço escolhas
Mas sempre erradas
Ao invés do certo
Escolho a pergunta
Que não tem resposta
Creio jamais ter
Sinto este vazio
Duvido do meu ser
Duvido do viver
Não creio em você
Procuro entender
Por que, por quê?...


18/07/2005

quarta-feira, 8 de junho de 2016

3 Papers

Me and my neat organization
Me and my petty little papers
So nicely organized
All so identical
3 identical papers stacked identically
Light, Water, Rent
Light, Water, Rent
Light, Water, Rent
Light, Water, Rent
So useless
Such a useless waste
Of my organization and time
1 year´s passed by
12 stacks of 3 papers identically piled
I wait for 1
Then I pay 2
Wait for the next one
Then I pay 1
Then I staple, clip, stack
Waiting for the next month
While I wait for 1
To pay 2
To wait for the next one
To pay 1
To wait for the next month
So I can staple, clip, stack
Staple, staple, clip, stack
´Till I have a
New stack of 12 stacks of 3 papers identically piled
What a waste of time
What a waste of organization so nice
What a fucking waste of my precious time

07/06/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Eternamente Bruxas

Somos as bruxas
Há quem queira nos destruir
Há quem queira queimar nossos conhecimentos
Nossas ervas
Nosso corpo nu
Há quem queira afogar nosso poder
Quem profira agressões contra minha existência
Quem tema a força feminina

Podem nos queimar
Podem nos afogar
Podem nos torturar e abusar
Podem nos denegrir e agredir
Jamais estarão livres

A cada palha ateada em chamas
São incineradas as mentiras
A cada gota enxaguada
São lavadas as máscaras das intenções
A cada violência
Ódio do descontrole másculo histérico
Que com seus enorme falos são grandes infantes destronados
Algemados a seus troncos que mais lembram paus-de-arara
Escravos da irracionalidade desmensurada
Fraqueza expressa na brutalidade
Sinal dos mais covardes desamores
Desamor próprio, impotência emocional
Aguentam um soco, mas jamais um sopro de adeus ou de rejeição

Em nossa delicadeza
Ouvimos as folhas contarem segredos
Escutamos a flor que oferece cura
Os galhos fervidos são nossas espadas energéticas
As raízes nos revigoram com energia para o embate
Resistência
A árvore com seu caule antigo não se move
Não se curva
Não desvia
Apenas dança diante de tempestades
Incinerada, rebrota
Mesmo morta, sustenta

Nossas sementes são levadas pelos pássaros
Nosso pólen, pelas abelhas que produzem doce mel mas ferroam
Nossa água corre no rio que umedece mas também carrea detritos sem piedade
Ondas do mar que trazem e levam e também afogam
Sol que esquenta os corações umidos e resseca os corações definhados
Transforma em matéria quebradiça e leve o mais severo metal
Derrete a pouca resistência dos ferozes

Infla de amor e força os corações-couraça
Bravo jumentinho que atravessa o cangaço espinhoso dos caminhos dos homens
Na seca de afeto, avança sem sinais de água
Porém não deslocado
No ardor arenoso da desertificação viril
A florescência afeminada do mandacaru refresca

Mesmo em meio a fogueiras
A naufrágios infligidos pelos "bons"
O coração de uma mulher é feminino
Forte, feiticeiro, firme, fausto e fraterno
Fabuloso e fabiano(a)
E valente
Valente
Volta e volta
Terra sobre terra
Vida sobre vida
Amor sobre ódio
Magia sobre ignorância
Encanto sobre escarno
Resistência sobre desfalecimento
Renascimento sobre assassinato
Bruxaria sobre hipocrisia


As bruxas voltarão, sempre
As dores que em mim tenta infligir doem muito mais no agressor, sempre
Melhor cultivar a paz....



terça-feira, 24 de maio de 2016

Ou

Sexo ou amor
Não importa
Ambos devem ser feitos
Com quem penetra seus olhos ao lhe penetrar
Com quem sem pressa
Conhece teu corpo e ainda assim
Não se contenta com a distância entre os corpos infundíveis
Não se contenta em não poder derreter em ti

Sendo o amor quente
Ou o sexo tenro
Sofrendo as dores do esquecimento
Ou da conexão interrompida pelo excesso de sinais e transmissões
Há sempre uma pitada de pontada
Há sempre uma lágrima em meio ao gozo
No meu rosto, as chamas combustórias
No seu, o gelo esculpido
Em nosso beijo, forma-se um rio
Logo se esvai entre os poros, pela superfície
Até o mar onde tudo reside
Não é mais meu ou seu
Muito menos nosso
Agora, parte do amor universal
Estuprado ou acariciado
Veja bem qual copulação fará
Pois será feita ao universo
Não ao meu corpo
Ou ao seu
Ou aos nossos

Amor ou sexo
Com mais conteúdo
Menos forma
Mais veracidade
Menos performance
Mais intimidade
Menos manipulação
Mais troca
Menos vantagem
Mais força
Menos esconderijos
Mais corpo
Menos genitália
Mais mente
Menos mentiras
Mais verdade
Menos vaidade

Sexo ou amor
É obrigatório escolher entre um ou outro?
Não é justo que as condições sejam excludentes
Não é satisfatório não poder conciliar
Uma pitada de um no outro, delícia
Receita para satisfação
Até então
Ou sexo ou amor
Ou prazer ou dor
Polaridades infinitas que me carream por montanhas-russas de emoções
Dualidades, por que não podem se encostar?
Sol e chuva se encontram
Lua e sol miram as faces um do outro
Amor e sexo
Encontros
Jamais o fogo toca a água por muito tempo
Jamais o amor não se consome a todo tempo
Jamais matéria e etéreo coexistem...
?








quarta-feira, 18 de maio de 2016

Tormenta interna de quem se desfaz
Explodo em catarse
Até desejar
Não sentir mais
O que falo é um cais
Onde nenhum barco ancora
Se apenas um farol que emiti
Chamou a vista,
distinguindo a terra firme
Do oceano abissal
Do céu negro indistinto,
O material do astral,
Estarei firme
Rapunzel é a torre em si
A firmeza confiável
Do cais onde atraca-se em tempestade
E zarpam no por do sol rosa de Iansã

Inquietude
Ondas tormentosas em mim
Plenitude
Não conheço essa paz ainda em mim
Vicissitude
Não quero afogar nesse mar azul sem fim
Olha  a onda chegando
Ela é maior que meu barquinho
Vou ver o fundo do mar
Vou conhecer Iemanjá
Nas ondas do mar
No fundo do mar
Nas ondas do mar
No fundo abissal

16/05/2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Transporte Eólico / Aquático

Caminhar
Deixar os ventos passarem por meus cabelos, agitando-os
Ficando pra trás
Como minhas palavras
Desde nova, as lições se apresentam de forma simples
Sozinha, posso estar certa
A resposta comum pode estar errada
Minhas palavras ao vento podem ser ouro aluvionar
Confundidas com cascalhos grosseiros
Aos olhos que miram da superfície

Superfície da água em movimento distorce tudo abaixo
Quem não ousa olhar por debaixo
Nada percebe além das turbulências
As ondas arrepiadas pela ventania
São epidermais
Cada grão soprado ao rio
Cingrando sem controle, porém rumando a destino definido pelas correntezas
Polido pelo beijo do ar
Abrandado pelos saculejos da água
Levado independente de sua vontade
Lavado pelo sopro empoeirado que cai em meus olhos



16/05/2016


quinta-feira, 12 de maio de 2016

O Canto da Cachoeira

Um fluxo branco e hora turvo
Como o yin e yang, dois peixes
Hora escura, mais branda
Hora alva e agitada
Como intermináveis explosões estelares

Água que segue vários caminhos
Fluxos turbidos, correnteza quase sonolenta


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Não Tenho Tempo

Não tenho tempo para gente fraca.
Não tenho tempo para quem não quer se esforçar para conseguir as coisas.
Não tenho tempo para puxar do fundo à superfície quem nada em direção ao mesmo.
Não tenho tempo para quem quer se arrastar em pedras por ignávia ao invés de levantar os pés e calcar os degraus oferecidos.
Não tenho tempo para quem quer me convencer de que as coisas difíceis são impossíveis de serem realizadas, para aqueles que não querem se esforçar ou ter trabalho, que não querem sentir o gosto da conquista.
Não tenho tempo para quem diz que eu não vou conseguir e pra quem diz que não consegue.
Não tenho tempo para esperar o despertar de outro enquanto já ouço o canto dos pássaros matinais.
Não tenho tempo para ser amarrada, pois estou sempre em movimento.
Não tempo tempo para que me provem o contrário do que já constatei.
Não tenho tempo para quem quer desconstruir os tijolos que já pavimentei em terreno firme.
Não tenho tempo para que continuem me contando as mesmas mentiras sobre quem eu sou e o que estou fazendo aqui nessa existência.
Não tenho tempo para ser rotulada, engarrafada, emprisionada ou definida por qualquer termo que limite meus horizontes, minhas possibilidades existenciais e paralelas.
Não tenho tempo para esperar a vida acontecer, eu faço acontecer.
Se não der certo, não foi tempo perdido.... é tempo aprendido.

Desenho: Ludmila Goulart

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Amor na Era Digital

Era digital
Adoramos pessoas de longe
Detestamos contatos íntimos
Imediatismo nas relações
Nosso sexo é sozinho
Sem intimidade despismos nossos corpos com timidez
Assim como num drive-thru
Consumimos rapidamente para não sairmos de nós mesmos
Engolimos o ato do amor sem mastigar
Descartamos corpos que não agradaram nosso paladar insosso
Gozar, podemos a sós
Num sexo virtual que na verdade é como assistir a um filme pornô
Encostamos os corpos frígidos
Nunca a alma
E por isso o amor é feito sem graça
Sem vontade
Sem calor


27/12/2015

Foto: Fabi de Souza
Modelos: Fabi de Souza e Danilo Xavier

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Tratado da Revolta Geológica

Mundo que cala minha poesia
Melancolia é inspiração
A tristeza, resseca

Intenções incertas
Motivações inescrupulosas
A hipocrisia impera
Um senso do "eu" completamente distorcido

Pois não me calo
Conheço o adjetivo "chata" -
Aquela que incomoda
Que cutuca sua ferida mal curada
Te aponta a causa de sua dor
Que você quer esquecer
Mas todos os dias geme pra mim, em agonia
Sua dor é você tampando suas feridas
Com tecidos fétidos, mais impuros que o poluído ar
Infecciona teus pensamentos
Incha teu cérebro, a pressão lhe transtorna
Extravasa as violentas águas da ignorância morro abaixo
Desestruturada barragem do raciocínio
Canalizando as águas do seu leito natural
Para valas concretadas, impermeáveis ao conhecimento
Não há recarga das fontes subterrâneas do auto-conhecimento
Os poros são obliterados pela imundice, ressecando os mananciais que alimentam a alma
Antigas idéias são soterradas pelo assoreamento e vão sendo extintas, porém fossilizadas
Se estratificam como leques aluvionares, carregando todo e qualquer detrito encontrado no caminho, sem distinção ou critério
Petrificam-se sem eliminar suas próprias impurezas
Lança seus clastos em terrenos ainda não-consolidados, em processo de sedimentação
Perturbando os estratos da consciência
Obliterando estruturas naturais
Erodindo a construção de um ser cidadão
Só o que importa são minérios, riquezas
Taxando de ganga tudo aquilo que ameaça seu poder de ostentação
Tudo que conta a evolução geológica de uma nação
Não queremos saber o contexto, a história
Só se interessa extrair, explodir
A popa mineralizada
Meter as mãos em todo o ouro
Só para ti
Só para ti
Só, para-te
Só para
Só
Para
Só

27/10/2015

Foto: Elvira Nscimento
Rio Doce após rompimento de barragem de rejeito em MG.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Pedras no Caminho

De que se trata
Tanta insistência
No que a distância
Já separou

Sua história não é a minha
Já se cruzaram
Agora é só conexão
Aprendizado infindo

Não são reais
As suas crenças
Suas ilusões
São fantasia

Libertação não é uma sina
É conquista batalhada
Se no caminho há pedras
Elas podem ser apreciadas
Podem ser degraus firmes
Que calcamos em nossas caminhadas
Podem ser a paisagem contrastando com o sol
Podem ser o amor, minha origem, minha mãe
Podem ser o que sou
Posso ser o que são
Posso amar, tudo, então...

16/09/2015

Foto: Diogo Alves Xavier

terça-feira, 25 de agosto de 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Baile

O vento sopra forte
Vontade de desnudar-me e senti-lo em minha pele
Hoje, as estrelas tem formato de pássaros
Pássaros de Athos Bulcão
Voando ao alto
Rumo ao infinito, à imensidão

Tão brilhantes, todas elas
Será meu olhar que está mais nítido?

Que espetáculo
As árvores bailando livres contra o céu
É a dança cósmica
E eu nua, natural
Sentindo o movimento do vácuo
A intensidade das estrelas
A veracidade

Minha gata preta, veludinha
Um leve temor de um predador
No caso, gente

Mas as árvores dançam
As árvores cantam
E o vento balança os coqueiros
Que moram no cerrado de Palmas
As constelações já são minhas amigas
E a cabeleira das árvores agita

Yin e yang se embolam
Uma estrela cadente me recorda que estou no bailado cósmico



16/08/2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Galhas-flora

Durante a ardida seca,
Uma libélula pousou em meu jardim
Entre os galhos desfolhados
Assumiu seu trono
Camuflada

O corpo, com a árvore
As asas, com o céu
Serena, paisajosa
E a brisa, suave e morna
Que encosta em mim, encosta em você
Mensageira do reino da fantasia
Do etéreo, do utópico
Do limbo da memória entre os planos

Os frutos secos, ainda ornamentando a árvore
Tão bela, mesmo com poucos pingos esverdeados
Linhas finas traçadas delicadamente no céu
Sua aura azul, todos os dias, me ensina a viver



É por isso que, nas árvores, os bichos pousam
É por isso que dali, cantos ecoam
É por isso que delas, nasce a inspiração
A expiração
A pulsação da vida
Abrigo, acalento
Frescor revigorante
Silêncio


Quanto cantam
Imitam o rio
São melodias das cachoeiras
Companheiras para todos os momentos
Musas minhas, almejo em alguma vida sê-las
Ou apenas assimilar-me de alguma maneira

Quase ao anoitecer, a siriema dá suas últimas risadas
Contente, filha do cerrado que ornamenta planos e curvas
Cerrado machucado
Delicado
Mas repleto de guerreiras e guerreiros retorcidos
Dançando sob a lua alva em movimentos livres
Galhos de curvas orgânicas onde posso me deitar
Fica óbvio meu pertencimento a este lugar

Eu, a ata e a libélula
Três forças femininas
Sob a luz de Diana
As quatro, silenciosas
Quietas
Sutis
A não ser pelas pequenas brisas que nos alteram
Nos impelem,
Com minha panterinha negra somos cinco
Alvas nuvens no céu, seis
Sete infinitudes de estrelas logo acima
Explosões estelares discretas e ricas
Como gotas de orvalho no ocaso
Meus seios nus são suas galhas
Meu corpo, seu tronco
Minha mente, seu silêncio

27/07/2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

The Wilderness and Me


Silly me
Who has let people twist my mind
Silly me
For crying all the time
Silly me
Who could be a flower in bloom
Who could fly without a rocket to the moon
Who could be springtime in June...
And I let myself be
The green grass that gets stepped on
Becoming bald before the drought has arriveds
My force, all to keep
Some green patches alive
Any trees that may sprout
Are ruthlessly trimmed
And the pretty flowers
Picked, they more quickly wither
The colors of the sky that fill my eyes
Quickly obscured by pollution
And artificial lights
I have turned on a switch inside of me
Because darkness now reigns
My heart screamingly weeps
I can count on despair
´Cuz it sure doesn´t leave me
Except when I´m all alone
With the wilderness and me
The wilderness in me



05/09/2012

segunda-feira, 23 de março de 2015

Water Poem

Everything is weird
Everything´s bizarre
What reality exists?
What´s reality after all?
When I smoke up all my senses
Get bizarre
I hear the noises, they awe me
They befuddle me
Make me akward
Bells of hammering
Non-stop working
In the middle of the full moon night
Hammering and chiming,
Work is time passing
Awkward feelings
All´s sensations
Unclear sensations of the physical rhealm
Unstable phases of my consciousness
I must stop
All
Sensations
Find deeper oceans of a thicker mass of water
Abyssal plain where the shale flakes down to rest on ocean floors

Darkness to enframe the glow of aquatic stars
Universe inside water
Outside
Flows of my mind
Still river
Still breaking rocks
Still wild and coarse
Carrying life
Carrying gems with glows of stars
Ride the river
Ride it wild
Then, let go, and let the river take is turn
Rocking me, bathing me, polishing my manners
What am I, crystal or sand?
I understand
A thing or two
Yet, in some days
Nothing makes sense
I take a chance
And I let go into that wild river
That sooner or later, will end up leading to the ocean
Past many rocks,
Maybe even encountering new ones at arrival
Making my way
To the vast and wild ocean.


15/01/2014

sexta-feira, 13 de março de 2015

Água no Mar

Nossas ilusões do que é o amar
Do que é o amor

Árvore que só cresce com o tempo
A chuva, o sol
Cada qual tem seu momento


Não é tormento esperar o amor
Agonia é ser podada antes do meu caule enrijecer-se
Ser morta em vida
Secar sob o sol incessante que contenho em meu coração

Porém, se abrando meu sol a brilho ameno
Parcialmente encoberto por ralas nuvens brancas
De amores já transeuntes
Me aqueço mornamente em meu próprio conforto

Não posso amar nada do lado de fora
Só a mim mesma, meus próprios encantos


Simplicidade
Amar meus enganos
Esses residem nos pensamentos
Não há natureza para me abrandar
Melodia das matas para diluir meu amor
Pertencer, não apenas admirar
Sou parte do amor que amo
Não o sinto, não é ele que me domina
Sou água nesse mar infindo
Sou o próprio, e ele se alimenta de mim


26/02/2015

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Inquisição Moderna

"Free fall flow, river flows
On and on it goes
Breathe underwater ´till the end..."

A caça às bruxas nunca terminou...
Vamos tirar os pés da terra e meter no salto-alto
Vamos cobrir nossos corpos com vergonhas e recalques
Vamos esquecer das ervas e das energias
Vamos pensar no ouro, nos títulos e troféus
Esquecer a poesia, quanto mais a nobreza de servir
O importante são papéis

Deixemos a terra ressecar, afinal, já temos moradia
Ocupemos nossas cabeças com números e termos, pois isso sim é saber
Esquecemos os enfermos, nossos filhos, os anciões
Doemos nosso sangue, nossa vida, nossa ousadia
Morremos afogadas em nossas lágrimas
Queimadas nos fornos de moldes da normalidade
Enforcadas pelas verdades que não podem ser ditas...

02/09/2014







domingo, 10 de agosto de 2014

As Coisas Que Amo

As coisas que amo, guardo para mim mesma
Como segredos inviolados
Indesvirginados
Estou aprendendo a amá-las
Somente observá-las
Em suas próprias naturezas
Selvagens
Indomadas
Se não pelo próprio espírito do ser
Ariscas
Adocicadas
Carentes
Ou independentes
Deixar tudo de lado no resto do mundo só para amar...!
É muito diferente de contemplar?
É muito diferente de não tocar?
Talvez, o não-interagir dos planos físicos
Como quando contemplo um pôr do sol à beiramar
É assim a vida
Distâncias longínquas entre ser e existir
Entre amar
E possuir

18/06/2014

sábado, 31 de maio de 2014

Geopoema

É você quem faz seu trabalho
Mas seu trabalho faz você
Escarpas que escala
Rochedos para descer
Relevo inconstante
Constante descobrimento do ser

Quebra as pedras de segredos
Que a Terra escondeu para ti
Momentos remotos
Passado revive
Futuro acontece
Em todos os tempos que já vivi

Algo está sempre a acontecer
Nas terras distantes que tenta unir
África-Brasil atraindo
Idéias de repelir
Juntando tais formas
Que sentem encaixar somente ali

Pedaços terrestres vagando o mar
Viajando o infinito atrás do horizonte
Como somos pequeninos
Viajamos em elefantes
Atrás de dinossauros
Atrás de tudo que é distante

Inspiração melhor da vida
Todo geólogo é um pouco artista
Linhas traçadas no espaço
Sons das histórias vistas
Palavras vagando no vento
A mente vagando na vida

18/08/2006